* Texto originalmente publicado em árabe na Majallat al-Dirasat al-Filastiniyya (Revista de Estudos Palestinos), na edição do outono de 2012, e em inglês no Journal of Palestine Studies, edição da primavera de 2013. Foi traduzido para o português e publicado no Blog da Tabla com a permissão da publicação original.

Uma vez, Mahmud Darwich me contou que, em 1972, Kamal Nasir,¹ após ler a elegia de Darwich para Ghassan Kanafani, declarou em tom de brincadeira semi trágica: “O que mais um poeta pode escrever depois disso? O que restou para ser dito quando chegar a minha hora?”. Nasir não citou os versos famosos das Muallaqat, em que Antara lamenta à sua amada Abla que “nenhuma parte da vestimenta restou para ele remendar”,² mas, no fundo, ele sabia que a elegia se tornaria uma característica permanente da literatura palestina. Quando Nasir encontrou sua própria morte no ano seguinte, no “massacre de Verdun”,³ que também tirou a vida de Kamal Adwan e Mohammad Yusif al-Najjar, Darwich escreveu o poema “Casamento palestino” ⁴ — e a elegia despiu suas velhas vestes para se tornar amor, paixão e esperança.

Quarenta anos se passaram desde o assassinato de Kanafani. Sua ausência tornou-se silenciosa; ele conquistou seu lugar de direito na paisagem de nosso espírito, onde o lugar e o não lugar se entrelaçam. Não é por acaso que Edward Said intitulou suas memórias de Fora do lugar, pois essas três palavras encapsulam a polaridade entre lar e exílio que está no cerne da experiência palestina. O exílio molda a noção do lugar ausente — a Palestina —, seja na imaginação, na escolha das palavras ou na vontade de liberdade. E, no contexto da Nakba, resistir é recriar as possibilidades de vida e reformular o significado da morte, de modo que ela se torne parte da vida, e não sua antítese.

A noção de lugar é particularmente importante na obra de Kanafani. Suas novelas, Homens ao sol (1963)⁵ e O que lhes restou (1966)⁶, não apenas reivindicam o nome do lugar ao qual ele se refere figurativamente como “a terra das laranjas tristes”, mas também delineiam os limites do espaço árabe que excluiu os palestinos. A Palestina torna-se uma realidade intelectual e política na construção simbólica das duas novelas, que também revelam como as fronteiras moldam o destino. Assim, em Homens ao sol, a fronteira jordano-iraquiana é um pesadelo desértico aterrorizante e infestado de ratos, enquanto a fronteira entre Iraque e Kuwait se torna o local de uma morte silenciosa sob um calor infernal. Em O que lhes restou, o deserto de Negev, entre Gaza e a Jordânia — um lugar onde nada sobrevive além do brilho da morte —, é o ponto de encontro silencioso do protagonista palestino e do soldado israelense. A característica comum e definidora das duas novelas é, portanto, o deserto, ao mesmo tempo significando aridez, calor, miragem e morte, e a expressão das fronteiras políticas e militares que mantêm o palestino fora de seu lugar (árabe).

Ghassan Kanafani era membro do comitê central da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e fundador/editor de seu jornal semanal amplamente lido e citado, Al-Hadaf. Antes de a FPLP ser estabelecida, ele havia participado de forma ativa no Movimento Nacionalista Árabe (MNA)⁷. Mas o abraço político e intelectual do jovem militante ao nacionalismo árabe colidiu de frente com a busca do escritor por sua identidade palestina — algo que havia se perdido no processo que transformou o que outrora fora um continuum geográfico árabe ininterrupto em Estados-nação distintos, com fronteiras desenhadas na areia.

Ele tem que primeiro atravessar nossas fronteiras, depois as fronteiras deles duas vezes e, por fim, a fronteira da Jordânia. E, entre essas quatro mortes, existem centenas de outras mortes no deserto… Essas são as palavras de Zakaria ao descrever a jornada que Hamid deve fazer para se reunir com sua mãe na Jordânia. É assim que O que lhes restou recapitula Homens ao sol, com a travessia da fronteira representando o momento de impacto com a morte e o deserto.

Para mim, essas duas novelas prenunciam o homem: nelas, o escritor transcende a noção de fronteira e vai inabalavelmente ao encontro da morte. Em suas obras subsequentes, escritas após o surgimento da Resistência, por outro lado, ele está em busca de uma pátria, tanto real quanto espiritual. Assim, Retorno a Haifa (1970)⁸ explora uma nova noção de Palestina, que não está baseada no anseio por um passado perdido, mas sim em uma espécie de realismo social para o qual Kanafani encontrou inspiração na obra de Maxim Gorky.⁹ Foi sob essa mesma influência que ele escreveu o conto An al-Rijal wa-l-Banadiq [Sobre homens e fuzis] (1968) e criou o arquétipo da mãe palestina em Umm Saad (1969).

Estou convencido de que o conceito de fronteira foi central para redefinir a identidade palestina após a Nakba. Para um palestino, não havia outro lugar senão a Palestina. A visão nacionalista árabe de recuperar a pátria perdida por meio de uma ação militar conjunta dos Estados árabes resultou em fronteiras que significavam a morte para os palestinos, literal e metaforicamente. Somente após a derrota árabe de 1967 ficou claro que a única alternativa dos palestinos era combater a ocupação e confiar em seus próprios esforços na luta da resistência.

Se olharmos para as duas novelas como narrativas sobre regiões fronteiriças, fica claro que suas dimensões simbólicas — as três gerações palestinas, a persona do motorista e o caminhão-pipa em Homens ao sol; a busca pela Mãe, o traidor (Zakaria) que subjuga sua esposa Mariam em O que lhes restou — não são meros recursos narrativos, mas são inerentes à própria história da Palestina. Em outras palavras, não há identidade fora do escopo da relação com a terra.

Em 1999, passei uma noite com o falecido romancista jordaniano Munis al-Razzaz.¹⁰ Nossas discussões eram sempre calorosas e sinceras; inevitavelmente, voltavam-se para os “velhos tempos palestinos” em Beirute. A certa altura da nossa conversa sobre a escrita de romances de Kanafani e do meu próprio Porta do sol, publicado alguns anos antes, al-Razzaz comentou: “Não se esqueça de que Kanafani morreu jovem. Somos mais velhos agora do que ele era quando foi assassinado”. Eu nunca tinha pensado nisso: Kanafani morreu aos trinta e seis anos. Hoje, quarenta anos depois, Kanafani ainda tem trinta e seis anos, a idade dos meus filhos. Assim, o pai é agora um filho, simplesmente porque desapareceu antes de seu tempo.

Kanafani, o menino da Galileia, deixou Akka como um refugiado de doze anos e passou seus anos tão breves, buscando um lar com suas palavras — em Damasco, no Kuwait e, finalmente, em Beirute.. O homem, ceifado no subúrbio de Hazmieh, em Beirute, em 8 de julho de 1972, com os fragmentos de seu corpo pulverizado espalhados pela calçada, deixou para trás centenas de páginas no livro fugaz da vida. Ele havia passado a perna no tempo com sua escrita e duelado com a morte em sua luta contra o diabetes; dedicava seus dias ao ativismo político no MNA e na FPLP, e nas horas que restavam criava a história da Palestina a partir dos farrapos de uma pátria. Ele levou seus homens ao Sol antes que pudessem descobrir seus fuzis; contou a história da terra das laranjas tristes para que seu protagonista Said S. pudesse retornar a Haifa, e nos ensinou que era nossa tarefa contabilizar as perdas.

Aquele que escreve as perdas também escreve os sonhos. Como esse menino de Akka, esse jovem damasceno e posteriormente beirutense, conseguiu transformar o desespero sombrio no fermento da esperança? O segredo estava em sua intensa consciência da natureza fugaz do tempo. Ele lutava constantemente para manter o diabetes sob controle, mas foi o seu amor pela vida que moldou o escritor, o amante e o combatente destemido. Ele transformou seu duelo com a morte em uma afirmação da vida e ajudou a forjar uma nação a partir de suas palavras.

Seus romances são diferentes de outros de sua época, não tanto no sentido de que não contam uma história, mas na maneira como encapsulam em vez de narrar, condensam em vez de prolongar. É como se Kanafani começasse pelo fim para chegar ao início, como se o conto fosse um momento roubado, como se uma personagem inteira pudesse ser despida até uma fala única antes de desaparecer. Umm Saad, ponderando sobre o que aguarda os palestinos em um momento que é, na mesma medida, desastre e renovação, comenta que nem todas as mortes são criadas iguais*. Hamid é igualmente sucinto quando diz que a perda é “o que lhes restou”, fornecendo o título para a novela da qual é protagonista.

O que parece estar faltando nas obras de Kanafani é o que lhes confere um charme irresistível. É como se ele pensasse que, ao apressar o conto, pudesse impedir a Palestina de escorrer como água por entre nossos dedos. A intensidade de seu desejo de alcançar uma destilação da vida deveu-se, provavelmente, em parte à coragem e ao ímpeto da juventude. Isso permitiu que ele saltasse pelo arco do tempo, envolvendo-o com suas palavras; é esse salto que faz com que sua escrita continue relevante para nós hoje.

Quando entrevistei Emile Habibi¹¹ em Praga, em 1980, para a primeira edição da revista literária Al-Karmel,¹² fiquei confuso com a animosidade do escritor em relação a Retorno a Haifa, de Kanafani. Foi somente depois que Habibi morreu e quando sua sepultura recebeu o epitáfio escolhido por ele — “Emile Habibi: permaneceu em Haifa” —, que finalmente entendi por que a história o incomodava. Sua queixa concentrava-se no personagem Dov, nascido de pais árabes como “Khaldun” e deixado para trás acidentalmente no caos da fuga de Haifa em 1948. Vinte anos depois, quando a guerra de 1967 apagou temporariamente a Linha Verde, o casal retorna a Haifa para encontrar seu antigo apartamento na esperança de rastrear o filho. Ele está lá, agora um soldado israelense, filho adotivo de sobreviventes poloneses do Holocausto que o encontraram. Mas a animosidade de Habibi na verdade não tinha muito a ver com sua leitura de Dov/Khaldun. A verdadeira questão para ele era sobre quem escreveria a história palestina definitiva: o homem que havia permanecido em Haifa ou o homem que havia sido expulso de Akka.

Durante aquela entrevista, tentei convencer Habibi de que Dov poderia ser considerado outra faceta de seu próprio protagonista, Said Abi-Nahs al-Mutashael, [O pessotimista]¹³. Argumentei que era perfeitamente concebível que o jovem israelense pudesse se ver prisioneiro e que, assim como Said, o colaborador, havia se transformado em militante após conhecer o fidaí na prisão de Shatta, Dov também poderia ter sido transformado por uma experiência semelhante. As feições de Habibi ficaram visivelmente turvas e ele soprou a fumaça do cigarro bem no meu rosto. “Não”, foi tudo o que disse. Deixei o assunto de lado, porque quando o homem tirava a máscara de satirista e vestia o manto de político, a discussão era inútil.

Hoje, ao lembrar da minha conversa com Habibi em Praga e recordar o comentário de Al-Razzaz sobre a juventude de Kanafani, estou convencido de que a disputa sobre quem contaria a história palestina não era diferente do diálogo interno que um pai (que sobreviveu) poderia manter com o filho (que morreu). Eu não disse isso na época, talvez porque fosse mais jovem do que Kanafani quando morreu, e a propriedade ditava o silêncio. Eu queria dizer que a história palestina teria dezenas de narrativas diferentes, todas escritas em lugares diferentes e com perspectivas diversas: não seria refém de uma narrativa única e fechada.

O destino do jovem de Akka que morreu como mártir foi ter sua ficção inaugurando o futuro. A escrita de Kanafani rompeu com a tradição, prefigurando um novo estilo que estava prestes a surgir. Com suas frases curtas e cortantes, sua economia e austeridade de expressão, suas novelas tinham o imediatismo do espaço teatral — como se o escritor tivesse começado pelo fim da história por estar sem tempo e não ter paciência para elaborações. Kanafani me ensinou que escrever não é apenas um ato criativo, mas um modo de vida. Sua própria vida foi uma luta constante — com a escrita, com a Palestina, com o amor, com o fumo, com a bebida e, eventualmente, com a morte. Esforçando-se para alcançar o melhor que havia em si mesmo, ele ignorava a doença, e qualquer momento que agarrava equivalia a uma vida inteira.

Há duas circunstâncias em que a comemoração da morte tem precedência sobre a da vida. Uma delas é a morte por martírio, onde uma vida é conscientemente oferecida a uma causa. Nesses casos, lembramos da pessoa em seu momento final, pois a morte é a última palavra do mártir. Esse é o caso de Izz al-Din al-Qassam e Abd al-Qadir al-Husayni, de Ali Abu Tawq e Abu Jihad,¹⁴ e de milhares de outros homens e mulheres que deram a vida pela Palestina. A segunda circunstância é a morte de um escritor ou poeta, cuja finalidade permite que a obra literária alcance a conclusão: o texto está finalmente livre de seu criador. Doravante, pertence exclusivamente ao leitor, e é a interpretação do texto que completa o que o escritor começou.

Nas duas circunstâncias, a morte marca um novo começo. Na primeira, o mártir reivindica seu lugar no arco de sofrimento que envolve os palestinos e nasce de novo para virar parte da história coletiva de seu povo. No caso do escritor, a morte liberta seu texto e permite que ele continue sua jornada para se tornar uma obra coletiva. Pois a autoria não pertence unicamente ao escritor que, de certa forma, apenas desenha o esboço preliminar. O texto é completado pelo leitor, que traz à plena fruição as palavras que o autor transmitiu. As vidas dos poemas e das personagens de um romance são sustentadas por gerações sucessivas de leitores que, em certo sentido, recriam a obra a cada leitura. sendo assim, com o mártir celebramos a conclusão, e com o escritor a inconclusão; em ambos os casos, enfrentamos novos começos moldados pela morte.

É uma ocorrência rara quando mártir e escritor são a mesma pessoa. Nos anais da história literária recente, o exemplo de Federico García Lorca¹⁵ vem à mente. O poeta e dramaturgo de Granada, que foi morto pelos fascistas da Espanha, e o autor palestino, que foi assassinado pelos fascistas do sionismo, espelham-se mutuamente. Para ambos, o fim marcou um novo amanhecer, à medida que o escritor se fundia com o texto, a vida se misturava com a morte e os significantes se tornavam um com o significado. No caso de Lorca, não há ambiguidade na imagem: a Guerra Civil Espanhola logo terminou e, após a partida de Franco e a libertação da Espanha do jugo do fascismo, os espanhóis reivindicaram plenamente seu poeta e seu martírio desvaneceu. Não é assim com Kanafani: é muito mais difícil fechar a lacuna entre a conclusão no martírio e a inconclusão na arte quando o conflito continua em curso. E o conflito da Palestina, entre os mais longos da história moderna, persiste, com períodos de quietude, por mais de um século; e desde o início da década de 1920, tem sido a característica definidora da vida palestina. Assim, a imagem de Kanafani, o mártir, sobrepõe-se à de Kanafani, o escritor, já que foi o mártir que catapultou o escritor para a morte, e o escritor que articulou a imagem do mártir com suas palavras.

Se Kanafani tivesse sobrevivido, teria sido possível perguntar a ele como poderíamos terminar a história interrompida por sua morte e construir a partir de suas obras concluídas. É essa pergunta que orienta a minha leitura de Homens ao sol. As últimas palavras de Varapau na novela, gritadas no vazio do deserto após ele se livrar dos corpos dos homens que haviam sufocado dentro de seu caminhão, são: “Por que não bateram nas laterais do tanque? Por quê? Por quê? Por quê?. Na condição atual do nosso mundo árabe, a pergunta deve ser invertida. Os palestinos estão batendo, não apenas com os punhos, mas com suas vidas, seus corpos crivados de balas e as árvores arrancadas de suas terras. Quem ousaria afirmar que “os palestinos não estão ‘batendo'”? Não seria mais correto perguntar: “Por que vocês não ouvem?”. Ou melhor: “Por que vocês fingem ser surdos quando, na verdade, escutam as batidas?”.

Os palestinos falam muito sobre memória, mas são incapazes de dar a ela uma nova forma, não porque lhes falte imaginação, mas porque sua experiência da realidade está aprisionada em seu interior. A Nakba não acabou, não está concluída, e escrever é como uma pequena morte; é semelhante a partilhar da morte. É por isso que o escritor se torna parte da vasta extensão de sofrimento que cerca a Palestina e prolonga sua história para além do que a caneta pode sustentar.

Na morte e na vida, assim como em sua escrita, Kanafani encapsula esse momento palestino que parece uma eternidade. Mas os restos mortais espalhados de seu corpo ao encontrar-se com a morte sugerem uma nova forma de escrita, uma escrita em que, na antecipação da pátria, as palavras devem bastar para significar a nação, e a soma das partes se faz inteira.

NOTAS

1. Poeta e político palestino, 1924–73. Nascido em Birzeit, Palestina, Nasir foi professor de literatura árabe e membro do parlamento da Jordânia antes de sua expulsão da Cisjordânia após a ocupação israelense em 1967. Foi eleito para o Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1969 e tornou-se o principal porta-voz da OLP. Para sua morte, ver nota 3.

2. As Muallaqat são uma antologia de sete poemas árabes pré-islâmicos, que a tradição acredita terem sido pendurados na Caaba, em Meca. A citação é da casida de Antara bin Shaddad para sua prima e amada Abla.

3. Durante a noite de 9 para 10 de abril de 1973, comandos israelenses liderados por Ehud Barak (posteriormente primeiro-ministro israelense), alguns disfarçados de mulheres, assassinaram Kamal Nasser, Kamal Adwan (n. 1935) e Muhammad Yusif al-Najjar (n. 1930), estes dois últimos membros do Fatah, em suas casas no distrito de Verdun, em Beirute.

4. Popularmente conhecida como Al-urs al-filastini [Casamento palestino], a elegia de dezessete estrofes de Darwich para os três homens é, na verdade, intitulada Tuba li-shayin lam yasal [Bendito seja aquilo que não veio!]. A primeira estrofe diz: Este é o casamento sem fim, / Num pátio sem limites, / Numa noite eterna. / Este é o casamento palestino: / Nunca o amante alcançará a amante, / Exceto como mártir ou fugitivo.

5. Homens ao sol, trad. Safa Jubran (Tabla, 2023)

6. O que lhes restou, trad. Ahmed Zoghbi (Tabla, 2024). 

7. O precursor da FPLP, fundado em Beirute em 1952 por George Habash.

8. Retorno a Haifa, trad. Ahmed Zoghbi (Tabla, 2023)

9. Romancista russo (1869–1936) cujo realismo social tornou-se a escola oficial da arte soviética.

10. Escritor e jornalista jordaniano, 1951–2002.

* Acreditamos que Khoury faz aqui referência ao capítulo “Acampamento não é tudo igual!”, de Umm Saad (Tabla, 2024). 

11. Aclamado escritor palestino (1922–93), que recebeu prêmios e distinções tanto da OLP quanto de Israel.

12. Revista literária fundada em Beirute em 1981 por Mahmud Darwich, atualmente publicada em Ramallah.

13. The Secret Life of Saeed: the Pessoptimist, trad. Trevor Le Gassick e Salma Khadra Jayyusi (Northampton, MA: Interlink World Fiction, 2001).

14. Izz al-Din al-Qassam (1880–1935) foi um xeique nascido na Síria que liderou a resistência de guerrilha inicial ao Mandato Britânico e cuja morte em um tiroteio com a polícia britânica foi um precursor da Revolta Árabe de 1936–39; Abd al-Qadir al-Husayni (1908–48), comandante das forças palestinas em 1936–39 e novamente em 1947–48, foi morto na batalha por Qastal, perto de Jerusalém, em abril de 1948; Ali Abu Tawq, comandante militar do campo de refugiados de Shatila sitiado durante a “guerra dos campos” de 1987–88, foi morto em batalha em 1987; Khalil al-Wazir, “Abu Jihad” (1935–88), cofundador do Fatah e proeminente líder militar da OLP, foi assassinado em Túnis por comandos israelenses em abril de 1988.

15. Federico García Lorca (1898–1936) foi um poeta espanhol executado pelas forças de Franco em Granada durante a Guerra Civil Espanhola *(Nota: o texto original em inglês aponta erroneamente o ano de nascimento como 1899)*.

Elias Khoury

Elias Khoury é um romancista e intelectual libanês, nascido em Beirute, em 1948. Khoury também foi editor de jornais libaneses famosos e ensinou em importantes universidades nos EUA, bem como em países árabes e europeus. Sua obra literária já foi traduzida para mais de 15 línguas.

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